Governo busca soluções tecnológicas para diminuir evasão escolar

Pará de Minas Pará de Minas em Destaque

Startups com soluções tecnológicas para identificar e impedir a evasão de alunos do ensino médio em Minas Gerais têm até o dia 31 de agosto para se inscreverem no Global EdTech Startup Awards (GESAwards).

Considerado a maior competição de startups de EdTech do mundo, o programa selecionou a problemática da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), por meio do Programa Hub MG, e da Secretaria de Estado de Educação (SEE), e a colocou como um desafio mundial.

O desafio foi lançado em abril deste ano e ganhou força com a covid-19. Os impactos da pandemia na educação mundial trouxeram ainda mais urgência para a pauta de evasão escolar. Dados GESAwards apontam que, em 2018, 82 mil alunos abandonaram a escola em Minas Gerais, sendo 75% destes do ensino médio.

“Para superar isso, estamos acolhendo soluções que abordem a identificação de causas de abandono escolar em um nível individual; que aumentem a previsibilidade do abandono; e proponham abordagens e ações inovadoras para reduzir as taxas de abandono”, explica o diretor de Fomento ao Ecossistema de Inovação da Sede, Pedro Vaz.

Imersão

A solução vencedora será acompanhada pelo Hub MG, MindCET e receberá um prêmio em dinheiro de até U$ 100 mil. O valor será aportado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para testar sua solução junto ao Governo de Minas, além de ter exposição global no ecossistema EdTech, realizar conexões com o ecossistema de inovação mineiro, desenvolver seus negócios e participar do programa de aceleração que acontecerá em Israel, na etapa subsequente do programa.

Além da temática School Dropouts, proposta pelo Governo de Minas, startups de todo o mundo podem se inscrever em outros desafios como That’s Geography, Let’s Talk Data, R&D Innovatin, Learn & Connect e Human-Machine Pedagogy.

As cinco startups finalistas no desafio School Dropouts terão a oportunidade de fazer uma imersão no Brasil, se aprofundar no sistema público de ensino de Minas Gerais, além de apresentar suas soluções para os gestores públicos. A ideia que tiver maior aderência e probabilidade de mitigar a evasão escolar receberá o prêmio.

“O Hub MG, além de apoiar a conexão de médias e grandes empresas mineiras com soluções tecnológicas ao redor do mundo, conecta desafios do setor público com startups e pesquisas científicas. Esta é uma importante iniciativa para o Governo e uma grande oportunidade para o ecossistema de startups de Minas. As EdTechs (startups de educação) correspondem ao segundo maior setor desse segmento no estado, de acordo com o Cadastro do Ecossistema de Inovação realizado pelo Sistema Mineiro de Inovação (Simi)”, afirma Pedro Vaz.

Essa iniciativa é uma parceria da Sede (Hub MG), SEE, BID, Fundação Lemann, Imaginable Futures.

Hub MG

O Hub MG é um programa de inovação aberta que apoia o setor público e as médias e grandes empresas mineiras a se manterem inovadoras, conectando desafios relevantes a soluções tecnológicas ao redor do mundo, por meio do Ciclo de Inovação Aberta.

O Ciclo de Inovação Aberta do Hub MG tem duração média de 5 meses e as seguintes etapas: a definição e aprofundamento do desafio levantado pela organização, a prospecção e avaliação de soluções tecnológicas ao redor do mundo que sejam capazes de mitigar o desafio apresentado, a conexão das soluções mais aderentes à organização, a realização de testes pagos da organização para a solução tecnológica e o acompanhamento dos testes realizados.

O Hub MG já atendeu a 30 organizações no Ciclo de Inovação Aberta com a realização de 33 testes de soluções tecnológicas.

FONTE: AGÊNCIA MINAS

A lei teve a proposta inicial de proteção das mulheres em situação de violência no ambiente doméstico. Deve-se esclarecer que essa violência pode ser exercida de diversas maneiras, quais sejam: violência física, como agressões; violência psicológica através de xingamentos; violência moral com a propagação de fatos que abalam a honra da mulher; violência financeira através de restrição de ganhos da mulher; e a violência sexual, quando a mulher é submetida a satisfazer a lascívia de outro contra a sua vontade.

A lei traz medidas para se fazer cessar essas violências, tais como a medida de não aproximação do agressor, suspensão da posse ou restrição do porte de armas, caso o agressor tenha, afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida, inclusive, prestação de alimentos provisionais ou provisórios à ofendida.

Além disso, as medidas são satisfatória, no intuito de dar uma maior eficácia, houve uma alteração na Lei que é crime descumprir as medidas impostas, podendo ocorrer a prisão imediata do agressor.

E nas cidades onde não possuem comarca o próprio delegado pode, verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher em situação de violência, ou de seus filhos, determinar as medidas protetivas, e ainda, caso não tenha delegado, o próprio policial militar poderá determinar. O vereador Toninho Gladstone, membro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Pará de Minas ressaltou a importância da Lei Maria da Penha uma vez que a violência contra a mulher continua aumentando:

“Com o isolamento social nesta pandemia parece que está crescendo muito o número de feminicidios no Brasil, da violência doméstica, mas acredito eu como membro dos Direitos Humanos tem que prevalecer mesmo, tem que ter rigor com essa Lei Maria da Penha para que os autores sejam punidos porque eu acho um absurdo essa agressão tanto verbal quanto física contra as mulheres”.

Estima-se que no Brasil, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública a cada dois minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil. Por dia, 180 são vítimas de estupro, mas os dados poderiam ser piores caso não houvesse a Lei Maria da Penha.

A denúncia é imprescindível, pode ser feita através do disque-denúncia 180, e é necessário cessar com a cultura de “briga entre homem e mulher ninguém mete a colher”, precisamos lembrar que essa mulher é filha de alguém, mãe de alguém, irmã de alguém, pode ser inclusive do nosso próprio seio familiar.