Guardas de congo em Pará de Minas aguardam com ansiedade a retomada do congado

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Em Pará de Minas, existem cinco Guardas de Congo que foram alçadas em 2010, como patrimônio imaterial do município que precisam ser valorizadas por manter viva a tradição das festas de congados no município. O trabalho cultural que as Guardas de Congo fazem perpetua uma herança colonial, mas há um ano, desde o início da pandemia do novo coronavírus, que as guardas estão paradas sem poder promover ou participar dos grandes eventos de congado.

Patrimônio imaterial de Pará de Minas, as Guardas de Congo Sagrada Família de Nossa Senhora do Rosário, Marinheiro Nossa Senhora do Rosário de Santo Antônio do Paiol, Irmandade de Nossa Senhora do Rosário – Os Nonatos, Nossa Senhora do Rosário Marinheiro de Santa Clara e a Guarda de Congo Mirim de Santa Efigênia e São Benedito, sempre promovem ou participam de eventos para festejar os seus santos de devoção, mas desde o início da pandemia em março de 2020, que os congadeiros estão parados.

José Leandro, 91 anos, presidente da Guarda de Congo Marinheiro Nossa Senhora do Paiol, explicou a situação da guarda e ressaltou que os congadeiros estão ficando até com as pernas duras sem poder participar com as atividades:

“Está todo mundo reclamando como é que faz, como é que não faz, eu falei, tem que acabar essa doença pra nós começar de novo, nós estamos até ficando com as pernas duras sem poder dançar”.

José Leandro, que está com 91 anos, já tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e agora aguarda a segunda dose para ficar totalmente imunizado. Congadeiro há muitos anos, ele espera com ansiedade o fim da pandemia para voltar com as atividades da guarda de congo e também voltar a participar do tradicional forró no Centro de Convivência dos Idosos que é sua outra grande paixão.