Médico alerta: automedicação pode agravar casos de pacientes com dengue e levar à morte

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O Estado de Minas Gerais já registrou em 2022, 38.553 casos prováveis e 16.671 confirmados de Dengue. Sete óbitos foram confirmados e 21 estão em investigação atualmente. Os números são do novo Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Os dados apontam também 3.471 casos prováveis de Chikungunya, 1.010 confirmados e uma morte em investigação. Em relação ao Zika vírus são 46 casos prováveis e oito confirmações até o momento. Os números já ultrapassaram o total de casos registrados em todo o 2021. No ano passado Minas Gerais teve 23.103 casos de Dengue.

O boletim trouxe ainda os números de cada município mineiro. Na região Centro-Oeste de Minas Gerais, Nova Serrana lidera o ranking de municípios com mais casos, totalizando 524 até o momento. Em seguida vem Bom Despacho com 323 registros, Divinópolis com 84 casos e Pará de Minas em quarto lugar com 57 notificações. O município registrou também dois casos de Chikungunya neste ano.

Com o avanço da dengue nas últimas semanas, a procura por analgésicos e antitérmicos, seja em gotas ou em comprimidos, aumentou cerca de 80% em uma farmácia de Pará de Minas. O problema é que, segundo alertam os médicos e especialistas, a automedicação pode tornar os casos da doença ainda mais graves. Dr. Sérgio Maia, alerta sobre os riscos da automedicação contra a dengue:

“O brasileiro infelizmente tem o hábito de fazer a automedicação, então tomem cuidado porque algumas medicações diminuem a consistência do sangue, diminui a coagulação do sangue, dificulta mais, principalmente de formos falar o ácido acetilsalicílico, todo medicamento a base de ácido acetilsalicílico para pessoas que tem dengue tem que ser evitado porque as plaquetas baixam no sangue por causa da dengue e se a pessoa tomar essas medicações tem grandes possibilidades de ter sangramento e aumentar ainda mais o risco de agravamento da doença e, até mesmo, levar à morte”.

A dipirona e o paracetamol são os únicos medicamentos indicados para os pacientes com dengue. A dor no corpo, no entanto, faz com que muitas pessoas fiquem em dúvida se podem ou não tomar algum tipo de anti-inflamatório, como o diclofenaco de potássio, mas o uso é proibido.

Medicamentos com ácido acetilsalicílico também não devem ser utilizados, pois elevam os riscos de sangramento. A própria dengue já tem aumento de risco de sangramento. Então, esses dois fatores, o medicamento e a doença, podem aumentar ainda mais o risco de agravamento da doença e, até mesmo, levar à morte.