Anjos do Asfalto alertam para os riscos do uso linhas chilenas ou com cerol para soltar papagaios

Pará de Minas

Enquanto os olhos da saúde se voltam para os riscos da pandemia do novo coronavírus, uma outra ameaça paira no ar em Pará de Minas e região: o uso de cerol e da linha chilena. Números levantados pelo Estado de Minas mostram que os atendimentos a vítimas no mês de julho já superam o total dos cinco primeiros meses do ano passado. A alta súbita dos índices pode estar ligada a reflexos da quarentena.

Sem aulas presenciais crianças e adolescentes têm quebrado o isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para soltar papagaios, muitas delas fazendo da brincadeira uma arma, que causou pelo menos duas mortes em Minas Gerais em menos de cinco dias no início de junho, uma em Montes Claros e outra em Bocaiúva, ambas no Norte de Minas. Marcus Campolina, socorrista voluntário do Grupo de Resgate Anjos do Asfalto, mesmo não havendo acidentes envolvendo a linha com cerol e linha chilena em Pará de Minas este ano, faz um alerta sobre este sério problema:

“É uma época perigosa, é uma época em que as crianças tem costume de estarem mais ativas com os papagaios devido ao vento, então a gente alerta a todos que estiverem soltando para ter muito cuidado e não fazer uso de linha chilena ou com cerol para evitar acidentes graves”.

Quem for flagrado vendendo linhas cortantes pode ser multado. O uso dessas linhas é crime com pena de três meses a um ano de prisão. Se o infrator for menor de idade, os pais podem ser responsabilizados. A prática do uso de linha com cerol e linha chilena e deve ser denunciada com urgência no telefone 190 da Polícia Militar antes que cause graves acidentes em Pará de Minas.