Dipanas Blues reúne milhares de pessoas e transforma Pará de Minas na Vila do Blues

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Festival chegou à 14ª edição com cinco espaços de shows, 15 artistas e uma programação que reuniu música, gastronomia, entretenimento e experiências de marcas

Milhares de pessoas estiveram em Pará de Minas no sábado, dia 15 de agosto, quando a cidade do interior de Minas Gerais se transformou na Vila do Blues. No Parque de Exposições Francisco Olivé Diniz, o Festival Internacional Dipanas Blues apresentou uma programação extensa, com atrações musicais, gastronomia, entretenimento e experiências que movimentaram o público durante todo o evento.

Em sua 14ª edição, o festival ampliou a estrutura e reuniu cinco espaços de apresentações e 15 artistas, além de atrações como balonismo, tirolesa, vinhos, cerveja exclusiva, espaço infantil e ativações de marcas.

Com o tema Raízes, a edição deste ano explorou as conexões do blues com diferentes gêneros musicais. Ao longo da programação, o público acompanhou apresentações que passaram pelo soul, funk, reggae, rock and roll, hip hop e outras vertentes da música contemporânea.

Estrutura ampliada

A proposta do festival foi transformar o Parque de Exposições em uma Vila do Blues, distribuindo atrações por diferentes áreas e criando uma estrutura para que o público pudesse permanecer no local durante toda a programação.

A Arena Gastronômica Granja Brasília reuniu 16 operações de diferentes segmentos. Segundo a organização, grande parte dos estabelecimentos registrou recorde de vendas durante o evento.

A Área Kids, montada com apoio do Colégio Sagrado Coração de Maria, recebeu aproximadamente 200 crianças gratuitamente. O festival também manteve a proposta pet friendly, com a circulação de animais acompanhados de seus tutores.

Entre as experiências, o balonismo apresentado pela LEV Termoplásticos levou voos ao Parque de Exposições e se tornou um dos destaques da programação. A Tirolesa Quatree também integrou a estrutura de entretenimento.

A Adega de Vinhos Panelão voltou a participar do evento, enquanto a Krug produziu uma nova edição da Dipanas Blues Beer. De acordo com a organização, as vendas da cerveja superaram as registradas no ano anterior, tanto no Bar Conceito Krug quanto nos bares Dipanas.

Outra novidade foi o Espaço Benjamin de Oliveira, criado como homenagem a um dos nomes de destaque da história artística brasileira. Nascido em Pará de Minas, Benjamin de Oliveira foi o primeiro palhaço negro do Brasil e teve atuação importante no circo e no teatro brasileiro.

Música que atravessou gêneros

A programação musical foi construída a partir da proposta de apresentar o blues como uma influência que ultrapassa os limites do próprio gênero.

No Palco Real Alimentos/Granja Brasília, se apresentaram Hurricanes, Eric Assmar e Little Butter. Pela Blues Street, os Buskers Limpran e ELMIG mantiveram apresentações ao longo da programação.

No Palco Coreto Dipanas Bistrô, a Black Machine antecedeu a apresentação de Sandra Sá. A cantora levou ao festival referências do funk e do soul brasileiro, reforçando a conexão entre diferentes gêneros musicais.

Queen Iretta também integrou a programação. Já no Palco Quatree, Toni Garrido apresentou sucessos de sua carreira, enquanto Jimmy Burns e Bruno Marques representaram diferentes momentos da tradição do blues.

A programação também estabeleceu conexões com o reggae, o rock and roll e o hip hop. A diversidade de estilos foi uma das características da edição Raízes, que utilizou o blues como ponto de partida para apresentar diferentes caminhos da música.

Marcelo Falcão encerra programação

Um dos momentos de maior participação do público foi a apresentação de Marcelo Falcão, com a turnê Legado.

O cantor reuniu sucessos de sua carreira e músicas mais recentes. Em diversos momentos, o público acompanhou as canções em coro.

A apresentação encerrou uma programação que, ao longo do dia, passou por diferentes gerações e estilos musicais, mantendo a proposta central da edição: mostrar como o blues se relaciona com outras manifestações da música.

Circuito gratuito aproximou o festival da cidade

Antes da programação principal no Parque de Exposições, o Dipanas Blues também levou música e cultura para diferentes espaços de Pará de Minas, em ações gratuitas.

A visita dos alunos da escola pública CAIC, por meio do projeto Jovens Acordes, realizado em parceria com a Unimed Centro-Oeste, encerrou o circuito gratuito realizado pelo festival em 2026. Os estudantes conheceram a estrutura do evento durante a montagem, visitaram os bastidores e acompanharam de perto a preparação para a programação.

O circuito contou ainda com sessões gratuitas de cinema, realizadas com apoio da LEV, e com o projeto Dipanas Blues na Escola, que levou atividades para mais de 400 alunos, com apoio da Quatree.

A programação também incluiu shows gratuitos em diferentes pontos da cidade. Entre eles, a apresentação realizada no Cristo Redentor, que reuniu público e marcou uma das ações de maior repercussão do circuito.

A Banda Lira Santa Cecília, patrimônio cultural do município de Pará de Minas, também participou novamente da programação, reforçando a presença de artistas e instituições locais dentro do projeto.

As iniciativas fizeram parte da proposta de aproximar o festival da cidade e ampliar o acesso à música e à cultura para além do espaço do Parque de Exposições.

O que esperar do Dipanas Blues em 2027?

Com o encerramento da edição Raízes, o festival já começa a preparar a próxima edição.

Para 2027, a organização trabalha na criação de novas experiências e na ampliação da estrutura destinada ao público. A proposta inclui uma arena ainda mais instagramável, novos espaços de interação e ativações de marcas pensadas para criar conexões com quem participa do evento.

A programação musical também deve trazer novos encontros e shows surpreendentes, mantendo a característica do Dipanas Blues de reunir diferentes gêneros e públicos em torno da música.

A próxima edição já está em fase de planejamento e promete novas experiências para o público.

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