Pombos: uma ameaça à saúde pública em Pará de Minas

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Os pombos são aves que vivem com facilidade nas cidades, morando em edificações onde costumam fazer seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar condicionado, torres de igrejas e marquises. Causam prejuízos por danificar as estruturas dos prédios.

Por serem simpáticos e símbolos da paz, algumas pessoas gostam de alimentá-los com restos de comida, pão, pipocas, que são alimentos inadequados e prejudicam a saúde dos animais, além de viciá-los.

Como dificilmente são caçados por outros animais, sua população cresce muito rápido e o aumento de sua quantidade tornou-se um grave problema de saúde, pois, podem causar várias doenças graves que podem levar à morte ou deixar sequela, destacando-se:

– salmonelose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pela ingestão de alimentos contaminados com fezes animais;

– criptococose: doença provocada por fungos que vivem no solo, em frutas secas e cereais e nas árvores; e isolado nos excrementos de aves, principalmente pombos;

– histoplasmose: doença provocada por fungos que se proliferam nas fezes de aves e morcegos. A contaminação ao homem ocorre pela inalação dos esporos (células reprodutoras do fungo);

– ornitose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pelo contato com aves portadoras da bactéria ou com seus dejetos;

– meningite: inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

Em Pará de Minas os pombos continuam sendo uma grande ameaça à saúde pública e na Praça Torquato de Almeida o problema é ainda mais sério porque existem pessoas que estão tratando deles com milho todos os dias aumentando ainda mais a quantidade dos animais no local e com isso aumenta também os riscos de contaminação. O comerciante Silvio Rodrigues que trabalha no Camelódromo está preocupado e indignado com o sério problema:

“A preocupação continua porque eles transmitem doença, eles sujam demais aqui, chocam nas bancas nossas, aglomeram aqui porque eles comem lá e vem cá para o Camelódromo, eles não vão para outro lugar não, eles vem aqui para o Camelódromo, olha pra você ver, apodreceu as calhas toda aqui, hora que chove a água entra dentro das bancas e cada dia está aumentando mais, porque tem uma mulher que despeja milho pra eles debaixo de uma árvore ali o dia inteiro, ela faz questão de fazer isso de pirraça porque ela é muito ruim, pirracenta”.

As medidas de controle são as seguintes:

– retirar ninhos e ovos;

– umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las;

– utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes;

– vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros;

– colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado;

– não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;

– utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;

– acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados;

– nunca alimentar os pombos.

É muito importante para a saúde da população controlar a população desses animais na comunidade, fazendo com que eles procurem locais mais adequados para viver, com alimentação correta e longe dos perigos das cidades. Um pombo na cidade vive em média 4 anos, enquanto que em seu ambiente natural pode viver até 15 anos.