HNSC conclui etapa de implementação do Lean nas Emergências com avanços nos fluxos assistenciais

Ultimas

Participante do projeto desde agosto de 2025, o Hospital alcançou as metas de praticamente todos os indicadores acompanhados e inicia agora a fase de monitoramento dos resultados

O Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) concluiu mais uma importante etapa do Projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde desenvolvida por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O trabalho é acompanhado, no HNSC, pela equipe do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

A instituição participa do projeto desde agosto de 2025. Ao longo desse período, foram realizadas as fases de diagnóstico dos fluxos e da capacidade hospitalar, definição dos planos de ação e implementação das ferramentas da metodologia Lean. Essa etapa contou com visitas presenciais, capacitações, análise de indicadores e desenvolvimento de subprojetos destinados à reorganização dos processos assistenciais e administrativos.

Com a finalização da implementação presencial, o HNSC avança agora para o monitoramento. Entre outubro e dezembro, serão realizadas reuniões on-line quinzenais para acompanhar os indicadores, avaliar a continuidade das ações implantadas e assegurar que os avanços sejam incorporados de maneira sustentável à rotina da Instituição.

A metodologia Lean é voltada à melhoria contínua dos processos, com a identificação e a redução de desperdícios, esperas, deslocamentos desnecessários e atividades que não agregam valor ao cuidado. Na área hospitalar, a organização desses fluxos contribui para agilizar o atendimento, otimizar a utilização dos leitos e proporcionar mais segurança e qualidade na assistência aos pacientes.

De acordo com a diretora administrativa do HNSC, Claudine Carvalho, a participação no projeto possibilitou ganhos em diferentes áreas, especialmente na organização dos serviços e no fortalecimento de uma cultura orientada por dados. “O projeto veio em boa hora para o hospital. Tivemos ganhos financeiros decorrentes da melhor organização dos serviços, mas o principal benefício foi para o paciente. Hoje temos um hospital mais organizado, com dados que orientam nossas decisões, avanços tecnológicos e uma equipe de coordenação e assistência muito atuante”, afirma.

Segundo a diretora, os resultados alcançam diferentes pontos da jornada do paciente, desde a entrada pelo Pronto-Socorro até a internação, envolvendo também o bloco cirúrgico e outros setores da instituição. “Todo o hospital trabalhou junto e vestiu a camisa do projeto. Estamos buscando fazer cada vez melhor para receber bem os nossos usuários, tanto do SUS quanto da saúde suplementar, oferecendo uma assistência mais organizada, segura e resolutiva”, acrescenta Claudine.

Indicadores demonstram evolução dos processos

O Dr. Gustavo Martignago, integrante da equipe do projeto, explica que o encerramento das visitas presenciais não representa a conclusão do Lean nas Emergências, mas a transição para a última fase do trabalho. “Estamos encerrando a fase de implementação, que corresponde às visitas presenciais, e começaremos agora o monitoramento. O projeto acompanha oito indicadores e o hospital atingiu as metas de praticamente todos eles. A equipe também amadureceu muito em relação à análise de dados e à implementação das ferramentas”, destaca.

Entre os avanços observados estão a melhoria no fator de utilização e no giro dos leitos hospitalares, a redução do tempo médio de permanência e a diminuição do período transcorrido entre a decisão de internação e a chegada do paciente ao leito.

Também foram reduzidos o tempo de passagem dos pacientes atendidos e liberados diretamente pelo Pronto-Socorro e o chamado tempo porta-médico, que corresponde ao intervalo entre a chegada do paciente à unidade e a primeira avaliação médica.

Para o médico consultor do projeto, Dr. Válter Pérez, os resultados demonstram que as ações desenvolvidas contribuíram para aumentar a eficiência operacional e, principalmente, qualificar o cuidado prestado aos pacientes. “Foram desenvolvidos vários subprojetos dentro do hospital, que alcançaram excelentes resultados. Conseguimos melhorar a eficiência operacional da instituição e, principalmente, proporcionar uma assistência melhor aos pacientes”, ressalta.

Durante a etapa de monitoramento, os indicadores continuarão sendo avaliados de forma remota pela equipe de consultoria. “Teremos reuniões on-line para acompanhar todos os indicadores e garantir a sustentabilidade das ações. O principal ganho foi a eficiência operacional de todo o hospital, contribuindo para a sustentabilidade financeira e para uma assistência cada vez melhor”, completa Dr. Válter Pérez.

A participação do HNSC ocorreu após indicação do Ministério da Saúde e uma etapa de avaliação da instituição. A seleção considerou, entre outros aspectos, a relevância do hospital para a rede de assistência e sua capacidade de mobilizar equipes e implementar melhorias permanentes.

Educação médica permanente é um dos legados do projeto

Um dos principais avanços proporcionados pelo Lean nas Emergências foi a criação do Núcleo de Educação Médica Permanente do HNSC. A iniciativa tem como finalidade fortalecer a capacitação continuada dos profissionais, padronizar atendimentos e ampliar a aplicação correta dos protocolos institucionais.

De acordo com a médica Dra. Thaisla Diniz, responsável pelo núcleo, as atividades serão disponibilizadas em formato on-line, permitindo que os profissionais realizem as capacitações de maneira eficiente e no momento mais adequado à rotina de cada um. “O núcleo busca padronizar os atendimentos, melhorar a eficiência e garantir que os protocolos sejam utilizados corretamente, promovendo mais segurança e qualidade na assistência aos pacientes”, explica.

Para a médica, além dos resultados operacionais, o projeto contribuiu para uma mudança cultural dentro da instituição. “Durante esse período, aprendemos diversas ferramentas que tornaram os atendimentos mais ágeis. Acima de tudo, o projeto trouxe o entendimento de que a assistência deve ser priorizada e aprimorada de maneira contínua e permanente”, afirma Dra. Thaisla.

Com o início do monitoramento, o HNSC passa a concentrar esforços na consolidação das práticas implantadas, na manutenção dos resultados e na continuidade da análise dos indicadores. A expectativa é que as ferramentas e os conhecimentos incorporados ao longo do projeto permaneçam como parte da rotina institucional, fortalecendo a gestão hospitalar e a qualidade do atendimento oferecido à população de Pará de Minas e região.