Mutirão contra a dengue chega aos bairros Nossa Senhora das Graças, Vilô Sinhô, Independência e Vila Lara nesta sexta-feira

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Agentes de Combate a Endemias iniciam trabalho educativo na quinta-feira e recolherão materiais que possam servir de criadouros do Aedes aegypti

A Prefeitura de Pará de Minas, por meio da Vigilância Ambiental, realizará na próxima sexta-feira (24) mais um mutirão de limpeza contra a dengue. A ação acontecerá, a partir das 8 horas, nos bairros Nossa Senhora das Graças, Vilô Sinhô, Independência e Vila Lara, com o objetivo de recolher materiais inservíveis que possam acumular água e favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Antes da coleta, na quinta-feira (23), os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) percorrerão as ruas dos bairros contemplados para orientar os moradores sobre a importância da eliminação de possíveis criadouros e informar quais materiais deverão ser colocados nas calçadas para o recolhimento.

A Vigilância Ambiental reforça que não serão recolhidos galhos, restos de poda nem entulhos de construção civil.

Ação preventiva

Segundo o coordenador da Vigilância Ambiental, Douglas Duarte, a escolha da região faz parte do planejamento permanente desenvolvido pelo município para ampliar a cobertura dos mutirões.

De acordo com ele, esta será a primeira vez que os bairros receberão a ação nesta gestão municipal.

“Estamos dando continuidade ao cronograma que planejamos desde o ano passado, reforçando os mutirões para eliminar materiais que podem se transformar em criadouros do mosquito. Essa região ainda não havia sido contemplada e entendemos que este é o momento adequado para realizar esse trabalho preventivo”, destacou.

Douglas explica que, embora os bairros apresentem baixo número de notificações da doença, a estratégia da Vigilância Ambiental é atuar antes do surgimento de novos casos.

“Mesmo sendo uma região tranquila em relação às notificações, nosso objetivo é justamente evitar que o problema aconteça. A prevenção continua sendo a principal ferramenta no combate às arboviroses.”

Mobilização começa um dia antes

Na quinta-feira, os agentes visitarão as residências para orientar os moradores e solicitar que os materiais sejam colocados na porta das casas antes da passagem dos caminhões.

Nos casos em que o morador não conseguir retirar objetos maiores, as equipes prestarão apoio durante a operação.

O objetivo é eliminar o maior número possível de recipientes capazes de acumular água e servir de criadouro para o mosquito.

Dois mutirões por mês

A Secretaria Municipal de Saúde pretende manter, no mínimo, dois mutirões de limpeza por mês, inclusive durante o período de estiagem.

Segundo Douglas Duarte, o planejamento considera os alertas emitidos por órgãos de saúde sobre a possibilidade de aumento das arboviroses nos próximos meses, em razão das mudanças climáticas previstas para o país.

“Existe um alerta técnico sobre o risco de aumento dos casos devido às altas temperaturas e ao retorno das chuvas. Por isso queremos intensificar a prevenção agora, durante a seca, preparando a cidade para o período chuvoso e reduzindo os riscos para 2027.”

Mais de 150 caminhões de materiais retirados

Os resultados da estratégia já demonstram impacto positivo.

Conforme levantamento da Vigilância Ambiental, cerca de 150 caminhões de materiais inservíveis foram recolhidos somente no primeiro semestre de 2026.

Entre os resíduos retirados estão sofás, pneus, latas, móveis velhos, eletrodomésticos e diversos objetos capazes de acumular água.

Douglas ressalta que todo o material recebe destinação ambientalmente correta, com separação específica para pneus, equipamentos eletrônicos e outros resíduos que exigem tratamento diferenciado.

A expectativa é de que, até o final do ano, o município ultrapasse a marca de 200 caminhões de materiais recolhidos, fortalecendo o combate ao mosquito.

Situação da dengue

Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que, em 2026, Pará de Minas registrou 111 casos suspeitos de dengue, dos quais 23 foram confirmados.

Para a Vigilância Ambiental, os números refletem o conjunto de ações preventivas desenvolvidas ao longo do ano, como mutirões, visitas domiciliares, atividades educativas e monitoramento constante dos focos do mosquito.

População é peça fundamental

Apesar do trabalho realizado pelas equipes, Douglas Duarte destaca que o sucesso do combate depende diretamente da participação da comunidade.

Ele orienta que cada morador reserve cerca de 10 minutos por semana para vistoriar o quintal, limpar calhas, verificar caixas d’água, recipientes de climatizadores de ar, vasos de plantas e qualquer objeto que possa acumular água.

Também lembra que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente mantém serviço permanente para recolhimento de materiais inservíveis, mediante solicitação da população.

“A participação da população é essencial. Receber os agentes, eliminar possíveis criadouros e manter os quintais limpos são atitudes simples que fazem toda a diferença para impedir a proliferação do Aedes aegypti e proteger toda a comunidade.”