NOVA FASE NA SAÚDE

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Luiz Lima assume Secretaria com promessa de reorganizar serviços, acompanhar unidades de perto e reduzir filas

O vice-prefeito Luiz Lima assume a Secretaria Municipal de Saúde de Pará de Minas com a missão de reorganizar fluxos, acompanhar de perto as unidades e melhorar o atendimento à população. Ele substitui o médico Gilberto Denoziro, que foi dispensado do cargo, após um período marcado por críticas e cobranças relacionadas aos serviços da rede municipal.

A mudança foi anunciada pelo prefeito Inácio Franco, que reconheceu o desgaste da pasta e afirmou que a administração inicia agora uma nova etapa na condução da saúde.

“Chegou a um ponto que ficou um desgaste, a opinião pública. Então, não teve como mais manter o Dr. Gilberto. Eu agradeci a ele esse período e acho que é isso aí. Agora é uma nova fase”, afirmou o prefeito.

A nova gestão pretende atuar em duas frentes: administrativa e técnica. Luiz Lima ficará à frente da articulação, acompanhamento das unidades e relacionamento com servidores, enquanto a assessora técnica de Planejamento e Gestão em Saúde, Cristiane Paulino, dará suporte técnico ao planejamento e à avaliação dos serviços.

Segundo Cristiane, Pará de Minas possui aproximadamente 103 mil habitantes, sendo que 75% dependem exclusivamente do SUS. A estrutura municipal reúne 66 estabelecimentos de saúde, incluindo 25 unidades básicas, além de serviços como AME e UPA.

O orçamento da saúde para 2026 está estimado em aproximadamente R$ 236 milhões.

“PRECISAMOS CONSTRUIR”

Logo no primeiro dia de trabalho, Luiz Lima iniciou visitas a unidades da rede. A proposta é conhecer os problemas diretamente com os profissionais e usuários antes de promover mudanças.

“Nós não vamos chegar apontando o dedo, acusando ou julgando. Precisamos fazer o diagnóstico, ouvir e entender o que está acontecendo. Nós não vamos enfrentar e não vamos combater. Nós vamos construir alianças para dá soluções e assim também salvar vidas”, declarou.

O secretário também afirmou que pretende estar presente nas unidades e acompanhar o funcionamento dos serviços.

“O secretário vai estar nas UBS, vai estar no AME, vai estar na UPA, vai estar na Prefeitura. Então nós vamos estar em todos esses espaços diariamente. Logico, vamos estar presente em nosso gabinete para atendimentos agendados. Desde o início quando entrei na carreira politica, o meu objetivo é servir”.

FILAS E FALTAS PREOCUPAM

Entre os principais desafios está a demanda por consultas especializadas. O AME realiza, em média, 5.500 consultas por mês, mas registra aproximadamente 16% de faltas.

Para Cristiane, reduzir esse índice pode liberar vagas e melhorar o aproveitamento da capacidade já existente: “Lá a gente tem 5.500 consultas ofertadas em média por mês e tem faltas de 16%. Então é um número muito grande. E são pessoas que estão esperando na fila”.

A Secretaria avalia ampliar os mecanismos de confirmação de consultas, inclusive por meio do WhatsApp. Outra estratégia é a utilização da teleconsultoria, que permite aos profissionais da atenção primária obter avaliação de especialistas em prazo de até 48 horas.

EXAMES E PROTOCOLOS SERÃO REAVALIADOS

As regras e procedimentos que provocaram reclamações também deverão passar por avaliação. Luiz Lima afirmou que a intenção é analisar tecnicamente os fluxos adotados e promover alterações sempre que houver necessidade: “Aquilo que foi questionado vai ser naturalmente avaliado e discutido e, se for preciso fazer mudanças, nós vamos fazer mudanças para que tudo flua de uma forma mais eficiente e com qualidade”.

O prefeito Inácio Franco também reconheceu que algumas decisões poderiam ter sido acompanhadas de uma comunicação mais próxima da população.

ELEVADOR DO AME

O funcionamento do elevador do AME também foi abordado durante a coletiva. De acordo com Luiz Lima, a Prefeitura já iniciou os procedimentos para contratação do serviço necessário, mas a solução depende dos trâmites legais: “De imediato não tem condições. Não porque nós não queremos, porque a legislação não permite. O gestor público só faz aquilo que a lei permite. Enquanto o processo não é concluído, a administração avalia alternativas para minimizar os transtornos aos pacientes”.

TELEMEDICINA COMO ALTERNATIVA

Outra aposta da Prefeitura para enfrentar a demanda reprimida é a implantação de cabines de telemedicina, com previsão de início do serviço até o final de setembro.

A expectativa é ampliar o acesso a consultas especializadas e contribuir para reduzir o tempo de espera. “Nós temos que tomar uma providência para poder diminuir um pouco dessa fila de espera. Temos que olhar essa demanda reprimida para pelo menos diminuir.”, afirmou Inácio Franco.

UPA TERÁ ATENÇÃO ESPECIAL

A Unidade de Pronto Atendimento também estará entre os pontos prioritários da nova gestão. Luiz Lima afirmou que pretende manter o que está 100% e aprimorar os processos que precisar de ajuste, antes de qualquer mudança: “Eu não vou chegar atacando. O meu perfil é de chegar e acolher. Nós queremos chegar e ouvir. A proposta é identificar problemas, buscar soluções com as equipes e acompanhar os resultados”.


NÚMEROS DA SAÚDE

103 mil
habitantes aproximadamente

75%
da população depende exclusivamente do SUS

66
estabelecimentos municipais de saúde

25
unidades básicas de saúde

R$ 236 milhões
orçamento estimado da Saúde para 2026

5.500
consultas mensais, em média, no AME

16%
índice aproximado de faltas às consultas do AME

48 horas
prazo informado para retorno de teleconsultorias


O DESAFIO DE LUIZ LIMA

A chegada de Luiz Lima ao comando da Secretaria ocorre em um momento de cobrança por resultados e melhoria na percepção da população sobre os serviços de saúde.

A estrutura e os recursos disponíveis são expressivos, mas a nova gestão terá de enfrentar problemas como filas, faltas em consultas, demanda reprimida, comunicação com usuários, funcionamento de equipamentos e organização dos fluxos internos.

A promessa apresentada na coletiva é de uma secretaria mais presente nas unidades, aberta ao diálogo e orientada pela avaliação dos resultados.

“Minha missão e meu propósito são servir à população.”, resumiu Luiz Lima.