Aos 70 anos, tradicional agremiação esportiva está com o campo sem condições de uso; O ex-diretor do clube, Pablo Viana alerta: “Ou faz a obra ou devolve o clube! A população quer o Rio Branco de volta”. Os recursos para as obras já estão disponíveis e a definição não sai da prefeitura

Clube que marcou gerações de pará-minenses está com o campo abandonado e cobra da Prefeitura uma solução para reabrir o espaço e devolver à comunidade um dos símbolos do esporte de Pará de Minas
O Rio Branco Futebol Clube chegou aos 70 anos de história, mas não tem motivos para comemorar. Um dos clubes mais tradicionais de Pará de Minas está com seu campo em situação precária, sem estrutura adequada para o funcionamento, e a direção cobra uma definição para que o espaço volte a receber atletas, moradores e atividades esportivas.
O Estádio Edson Campolina Pontes, na Rua Águeda Campolina, bairro Nossa Senhora das Graças, hoje é marcado por problemas de conservação, muro danificado e falta de manutenção. O cenário contrasta com a história de um clube que, desde sua fundação, em abril de 1956, ajudou a construir a trajetória esportiva do município.
A cobrança pela reabertura do Rio Branco ganhou força justamente no ano em que a instituição completa sete décadas.
“A população quer o Rio Branco de volta”
O ex-diretor do clube, Pablo Henrique Viana, afirma que a comunidade deseja recuperar o espaço e voltar a utilizar o campo. Segundo ele, anos atrás o imóvel foi transferido para a Prefeitura porque a comunidade não conseguia mais arcar com os custos de manutenção e com as dívidas existentes. Agora, com a situação regularizada, a direção defende que o campo seja devolvido ao clube caso o município não consiga executar as obras previstas: “Só que agora foi regularizado. Então, eu acho que agora poderia devolver o campo para nós. Pois a diretoria quer reabrir e fazer as obras necessárias”.
Pablo também afirma que existem aproximadamente R$ 480 mil em recursos de emendas destinados ao local, mas que as obras ainda não avançaram: “O Rio Branco hoje tem R$ 480 mil em verba empenhada, de emenda que foi recebida, para ser feita aqui. E o dinheiro está lá e não se dá andamento na obra”.
Para Pablo Viana, a situação atual não representa apenas a deterioração de uma estrutura esportiva. O que está em jogo, segundo Pablo, é a preservação de um patrimônio que pertence à memória de milhares de pará-minenses.
“Estamos vendo um muro quebrado há vários meses, o campo todo detonado e a população quer voltar e resgatar o campo. Isso é uma paixão da população aqui. Os moradores aqui da região também querem a reabertura. Sou a favor do Orçamento Participativo aqui no local também, é um desejo forte da população. E, quando chegar aqui, será votado SIM para a obra e melhorias. E, além dos 480 mil reais eu já tenho mais recursos para investir no Clube Rio Branco”.
A expectativa é que o município defina o futuro do espaço. A direção afirma que, se a Prefeitura realizar as obras, o clube poderá retomar suas atividades. Caso contrário, reivindica a devolução do campo para buscar diretamente recursos e alternativas para sua recuperação: “Então, ou faz a obra, agora realmente, ou devolve o Rio Branco. Nós mesmos conseguimos fazer as obras com os recursos”.
70 anos de história não podem terminar assim
Fundado em 1956, o Rio Branco disputou o Torneio Incentivo Mineiro, em 1979, competição profissional organizada pela Federação Mineira de Futebol, e conquistou o Campeonato Municipal de 1999.
Setenta anos depois, o clube vive um momento decisivo.
De um lado, uma história construída dentro das quatro linhas e uma comunidade que ainda mantém viva a paixão pelo Rio Branco. Do outro, um estádio deteriorado e a necessidade de uma decisão para que o clube volte a funcionar.
A cobrança da direção é pela realização da obra e reabertura. A comunidade quer o campo de volta. E, o Rio Branco já espera uma resposta há muitos anos.



