Guardas de Congo voltam ao Museu Histórico de Pará de Minas hoje à noite resgatando a tradição do congado

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Assim como conta a tradição, o congado surgiu há centenas de anos, sendo um saber passado de pai para filhos, durante muitas gerações. A fé em Nossa Senhora do Rosário é força que une todo o grupo de congadeiros, que também tem sua origem na luta contra a opressão sofrida pelos escravos.

Atualmente a Guarda de Congo Nossa Senhora do Rosário de Santo Antônio do Paiol conta com dezenas de participantes e mantém firme a tradição em Pará de Minas. Entre os referidos congadeiros, encontram-se homens e mulheres, jovens e crianças em idade de 3 e 80 anos. A tradição do Congado é mantida pela troca de informações que os idosos são capazes de realizar com as novas gerações.

Os festejos são conduzidos pelo Reinado e todos cantam e dançam em louvor a Nossa Senhora do Rosário. As vestes demonstram as cores tradicionais, o azul claro e o branco, sendo adornadas por fitas coloridas e espelhos nos capacetes.

O Congado se apresenta não só em Pará de Minas como também em toda região para homenagear a Nossa Senhora do Rosário com grande festa e adoração. É de suma importância a preservação de valores da sociedade que muito bem se expressa nas manifestações do congado.

E nesta sexta-feira, 22 de outubro, às 19h30, o Museu Histórico de Pará de Minas, promove a volta do projeto Guardas no Museu, tradicional na região. O retorno ocorre após uma longa pausa devido à pandemia, que estava inviabilizando as apresentações das Guardas de Congo conforme destaca a diretora do Museu, Isabel Duarte:

“Com a pandemia a gente teve que dar uma parada porque é uma evento assim, que exige muito de todos os congadeiros que na maioria das vezes são pessoas mais idosas, então a gente precisou dar uma parada com esse projeto, Agora, com muita alegria, a gente consegue retornar com o Guardas no Museu que é um evento muito bonito que faz parte do nosso patrimônio porque o congado é um patrimônio imaterial do nosso município e pra gente é um prazer enorme retornar com esse projeto”.

A Presidente da Guarda de Congado Nossa Senhora do Rosário de Santo Antônio do Paiol, Lídia Feliz, ressalta a importância da retomada da tradição:

“A gente fica naquela alegria toda porque é uma coisa folclórica, mas é um evento que mantém a tradição do congado e Nossa Senhora do Rosário é nossa mãe e a gente dança e canta com prazer. O público pode esperar as bênçãos que parecem que caem de Nossa Senhora abençoando a gente”.

José Leandro Silva, integrante da Guarda de Congado Nossa Senhora do Rosário de Santo Antônio do Paiol, emocionado, enfatiza a alegria de voltar ao Museu com o congado:

“Pra nós é uma emoção muito grande porque a gente estava parado há quase dois anos e agora voltando, pra nós é a maior alegria porque o que nós gosta é do congado. Todo mundo está animado e vamos dançar e cantar com muita felicidade no museu”.

Em Pará de Minas, a tradição do congado é preservada por cinco Guardas de Congo que foram alçadas em 2010, como patrimônio imaterial do município. É importante a população valorizar e prestigiá-las. A sonoridade dos instrumentos sempre mexe com a emoção e o coração de todos.

Todos estão convidados para assistir e prestigiar o congado hoje, às 19h30, no Museu Histórico de Pará de Minas que fica na Rua Manoel Batista, 51, centro da cidade. Lembrando que o uso da máscara, do álcool em gel e o distanciamento social serão exigidos durante o evento.