Pará de Minas registra três casos confirmados de Chikungunya em 2026

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Secretaria Municipal de Saúde alerta para a prevenção contra o mosquito Aedes aegypti; outros quatro casos estão em investigação. Dores intensas nas articulações estão entre os principais sintomas da doença

A Secretaria Municipal de Saúde de Pará de Minas alerta a população para a importância de reforçar as medidas de prevenção contra a Chikungunya, doença viral transmitida pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os mesmos mosquitos também podem transmitir dengue e Zika.

                Em 2026, o município registrou três casos confirmados de Chikungunya. Outros quatro permanecem em investigação, aguardando os resultados dos exames laboratoriais para confirmação ou descarte da doença. Até o momento, não há registro de mortes provocadas pela enfermidade em Pará de Minas neste ano.

                A preocupação das autoridades sanitárias está relacionada aos sintomas, que podem comprometer significativamente a qualidade de vida dos pacientes, principalmente em razão das dores intensas nas articulações, que, em alguns casos, persistem por meses ou até anos.

                A referência técnica da Vigilância Epidemiológica, Maria de Lourdes Liguori, explica que a transmissão ocorre exclusivamente pela picada de mosquitos infectados. Portanto, não há transmissão direta de uma pessoa para outra. Segundo a especialista, os primeiros sintomas podem ser semelhantes aos de outras arboviroses, o que reforça a importância da avaliação profissional para a identificação correta da doença.

                “Os sinais mais comuns são febre de início repentino, fortes dores de cabeça, manchas vermelhas na pele e, principalmente, dores intensas nas articulações. Esse é um diferencial, às vezes, entre a dengue e a Chikungunya. Embora os sintomas sejam parecidos no início da infecção, a Chikungunya se destaca principalmente pelas dores articulares, que podem ser muito fortes e até incapacitantes”, explica Maria de Lourdes.

                Os sintomas costumam aparecer entre dois e 12 dias após a picada do mosquito infectado. Além da febre, das dores articulares e da dor de cabeça, o paciente pode apresentar dores musculares, manchas vermelhas na pele, coceira, náuseas e vômitos.

A intensidade das dores articulares é um dos aspectos que exigem atenção, pois pode dificultar a realização de atividades cotidianas e provocar limitações prolongadas.

Doença pode deixar sequelas

                Maria de Lourdes Liguori ressalta que a Chikungunya não deve ser considerada uma doença de evolução necessariamente leve. Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas ou outras condições preexistentes precisam de atenção especial.

“A Chikungunya pode ser uma doença grave. Ela exige muita atenção, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas. A doença pode deixar sequelas, e as dores articulares podem durar meses ou até anos, mesmo depois do desaparecimento dos sintomas iniciais”, alerta a referência técnica.

                A persistência das dores é uma das principais complicações associadas à enfermidade. Por isso, o acompanhamento dos pacientes é importante mesmo quando os sintomas mais evidentes começam a diminuir.

                A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que as pessoas que apresentarem febre repentina, dores intensas no corpo ou nas articulações, dor de cabeça, dor atrás dos olhos ou manchas vermelhas na pele procurem uma unidade básica de saúde (UBS) para avaliação.

                “É importante procurar uma unidade básica de saúde logo nos primeiros dias. Precisamos avaliar o diagnóstico e realizar a vigilância laboratorial, com a coleta de exames para confirmar ou descartar o caso. O diagnóstico clínico e laboratorial é fundamental para que o paciente receba o acompanhamento correto”, orienta Maria de Lourdes.

                A especialista também reforça que a automedicação deve ser evitada. Como os sintomas da Chikungunya podem ser semelhantes aos de outras doenças, o uso de medicamentos sem orientação profissional pode trazer riscos e dificultar a condução adequada do caso. Atualmente, não existe um medicamento antiviral específico para o tratamento da Chikungunya. A assistência é direcionada ao alívio dos sintomas, com medicamentos prescritos por profissionais de saúde de acordo com as necessidades de cada paciente, além do acompanhamento clínico.

Entre os cuidados recomendados estão:

– Manter caixas-d’água bem vedadas;

– Eliminar a água acumulada em pratos de vasos de plantas;

– Descartar corretamente garrafas, latas e outros recipientes que possam acumular água;

– Manter pneus protegidos da chuva e armazenados adequadamente;

– Limpar calhas para evitar obstruções e acúmulo de água;

– Verificar regularmente quintais, ralos, bandejas e outros possíveis criadouros do mosquito.