
Projeto “Pururuca 51 Anos – Levando Alegria e Arte Circense” promoveu atividades na Associação Bela Vista e no Instituto Padre Libério, valorizando a cultura popular e aproximando novas gerações da arte do palhaço. Rogério Faria fala do resultado positivo do projeto
A alegria, o humor e a tradição da arte circense marcaram as comemorações dos 51 anos do palhaço Pururuca, interpretado pelo artista Rogério Faria, em Pará de Minas. Por meio do projeto “Pururuca 51 Anos – Levando Alegria e Arte Circense”, o artista realizou apresentações voltadas ao público infantil na Associação Bela Vista e no Instituto Padre Libério, proporcionando momentos de diversão e contato com manifestações tradicionais do circo.
A iniciativa foi contemplada por meio da Lei Aldir Blanc, com apoio da Prefeitura de Pará de Minas, da Secretaria Municipal de Cultura e do Ministério da Cultura. A proposta teve como objetivo celebrar a trajetória do personagem Pururuca e compartilhar a arte circense com crianças atendidas pelas instituições sociais do município.
Rogério Faria em entrevista ao DIÁRIO conta que, inicialmente, ficou em dúvida se deveria apresentar uma proposta ao edital cultural. O incentivo de pessoas ligadas à cultura local, como o Alaércio, do Museu Histórico, foi fundamental para que ele decidisse participar. Com o projeto elaborado, o artista apresentou a documentação necessária e obteve a classificação para executar as atividades. A programação foi organizada em parceria com as instituições que acolheram as apresentações: “Eu fiquei sabendo desse projeto e pensei: vou entrar ou não vou entrar? Depois, me incentivaram, montamos o projeto, reunimos meu currículo e a história do Pururuca e encaminhamos a proposta. No final, deu tudo certo”.
Apresentações reuniram crianças em duas instituições

A primeira apresentação ocorreu no dia 21 de outubro, na Associação Bela Vista. Segundo o artista todas as crianças participaram das atividades. E, na segunda apresentação foi realizada no dia 24 de outubro, na quadra do Instituto Padre Libério, com a participação de centenas de crianças. Ou seja, dias especiais para as crianças com muitas brincadeiras tradicionais de palhaço, números de mágica cômica e espetáculos circenses.
Entre os números de que mais gosta está “O trem mais veloz do mundo”, uma reprise cômica inspirada em apresentações que conheceu no universo do circo. Na versão de Rogério, a atração ganha características de um cientista maluco interpretado pelo palhaço.
O artista explica que esse número é destinado ao público adulto, devido à dinâmica da apresentação e aos cuidados necessários para evitar acidentes. Nas atividades voltadas às crianças, o repertório é adaptado para garantir uma experiência divertida e segura.
Uma trajetória de 51 anos levando alegria

O projeto também representou uma oportunidade de valorizar a história do palhaço Pururuca, personagem que acompanha Rogério Faria há 51 anos. Ao longo dessa trajetória, o palhaço mantém viva uma expressão artística popular que combina humor, improvisação, interação e criatividade.
Rogério avalia positivamente o resultado. Para ele, levar o personagem às instituições e proporcionar momentos de alegria às crianças foi uma experiência gratificante. “Foi bom, foi do jeito que eu planejei. Deu certo, graças a Deus, e não tivemos nenhum problema. Vamos ver se, no próximo ano, conseguimos participar novamente e fazer uma coisa diferente”, afirma.
Aos 51 anos de história, Pururuca segue representando a tradição circense e a capacidade de transformar encontros simples em experiências marcadas pelo riso. Com o apoio das instituições participantes e dos mecanismos de fomento cultural, Rogério Faria espera dar continuidade ao trabalho e ampliar as possibilidades de levar alegria e arte circense a novos públicos.
