Ex-diretor afirma que recursos para as obras já estão disponíveis e defende
definição sobre a recuperação do campo do clube

A torcida @furiosadoriobranco chegou a se manifesta com
faixa colocada no local
Aos 70 anos de história, o Rio Branco Futebol Clube, uma das agremiações esportivas tradicionais de Pará de Minas, continua enfrentando dificuldades para retomar as atividades em seu campo. O espaço permanece sem condições adequadas de uso, enquanto a comunidade cobra uma solução para a recuperação da estrutura.
A situação voltou a ser discutida após manifestações de integrantes da diretoria e de pessoas ligadas ao clube nas redes sociais. O ex-diretor Pablo Henrique Viana também se posicionou e reforçou a necessidade de que Prefeitura e diretoria do Rio Branco encontrem uma definição para a realização das obras.
Segundo Pablo, o problema se arrasta há aproximadamente seis anos. Ele afirma que, nesse período, houve mudança de administração municipal e que a responsabilidade pela solução não deve ser atribuída exclusivamente ao Poder Executivo.
“Que processo público de licitação é esse em que se leva seis anos para realizar uma obra? Essa situação existe há seis anos e, há algum tempo, o dinheiro para a obra já está disponível”, declarou.
Recursos para as obras


De acordo com o ex-diretor, existem aproximadamente R$ 480 mil em recursos de emendas destinados ao Rio Branco. Pablo questiona a demora para que o dinheiro seja efetivamente utilizado na recuperação do espaço.
“O Rio Branco hoje tem R$ 480 mil em verba empenhada, de emenda que foi recebida, para ser feita aqui. E o dinheiro está lá e não se dá andamento na obra”, afirmou.
Em posicionamento anterior, Pablo também havia defendido que, caso o município não consiga executar as intervenções previstas, o imóvel poderia ser devolvido à administração do clube e à comunidade.
“Só que agora foi regularizado. Então, eu acho que agora poderia devolver o campo para a diretoria e comunidade, pois a diretoria quer reabrir e fazer as obras necessárias para reabrir o campo para comunidade”, disse.
Cobrança também à diretoria
Apesar de direcionar parte das críticas à Prefeitura, Pablo afirma que a responsabilidade pela situação também deve ser discutida internamente pelo Rio Branco. Segundo ele, a diretoria precisa participar ativamente da busca por uma solução.
O ex-diretor reconhece que há integrantes da atual direção pelos quais tem respeito, mas defende mudanças na condução do clube. Ele também voltou a questionar sua própria saída da diretoria e pediu acesso à documentação relacionada à sua expulsão.
“Quero pedir à diretoria, primeiramente, que apresente a justificativa prevista no estatuto para a minha expulsão e a ata da reunião que, até hoje, não chegou às minhas mãos”, afirmou.
Pablo também defendeu a realização de eleições e uma renovação na direção do clube: “Essa diretoria possui pessoas boas, mas algumas precisam sair e é necessário promover uma renovação, pois esta diretoria é fraca na busca das soluções dos problemas. Nós queremos ver o Clube Rio Branco brilhar como antes”.
Além da estrutura física, Pablo também criticou o momento esportivo vivido pelo Rio Branco. Segundo ele, o clube perdeu força ao longo dos últimos anos e precisa voltar a ter maior participação da comunidade.
“Se quiserem devolver o clube à população, que devolvam, como era antigamente, quando a população tomava conta. Funcionava”, afirmou.
O ex-diretor também fez críticas ao desempenho da equipe em competições recentes, citando derrotas por placares considerados expressivos. Para Pablo, independentemente de quem esteja à frente da Prefeitura ou da diretoria, o objetivo principal deve ser recuperar o espaço e permitir que o Rio Branco volte a receber atividades esportivas.
“Vou voltar a cobrar”
Questionado sobre as manifestações da comunidade e os pedidos pela reabertura do campo, Pablo afirmou que pretende aguardar o período de chuvas antes de retomar as cobranças.
“Eu não falo em nome da diretoria. Não represento a diretoria. Eles me expulsaram e estou pedindo até hoje a ata deste feito. Eu falo pelo que vejo nas ruas e pelo que percebo da população”, afirmou.
Ao final, Pablo deixou um novo prazo para retomar a cobrança pública pela solução.
“Então, vou esperar passar o período das chuvas e não vou cobrar mais por enquanto. Mas, depois que as chuvas passarem, se a obra não tiver começado, voltarei a cobrar novamente, tanto da diretoria quanto da Prefeitura”, declarou.
A discussão sobre o futuro do Rio Branco permanece, portanto, em aberto. Aos 70 anos, o clube histórico de Pará de Minas aguarda uma definição que permita recuperar seu campo, retomar as atividades e devolver à comunidade um espaço que marcou gerações de esportistas e torcedores.



